Papa lamenta perda do hábito da oração nas famílias e convida fiéis a redescobrirem sua importância
Na retomada das audiências gerais após o período de férias, Leão XIV refletiu sobre a liturgia e destacou a oração como fonte da vida cristã

Ao retomar as audiências gerais após o período de descanso de verão, o Papa Leão XIV fez um apelo para que os cristãos recuperem o valor da oração, especialmente no ambiente familiar. Durante a catequese desta quarta-feira (5), o Pontífice lamentou que muitas famílias tenham deixado de transmitir esse hábito às novas gerações e alertou para o risco de reduzir a oração a uma simples técnica de bem-estar.
A audiência foi realizada no interior da Basílica de São Pedro, no Vaticano, devido às altas temperaturas do verão italiano. Dando continuidade ao ciclo de reflexões sobre os documentos do Concílio Vaticano II, o Papa dedicou sua catequese à Constituição Sacrosanctum Concilium, que trata da liturgia.
Segundo Leão XIV, a cultura contemporânea, marcada pelo imediatismo, pelo consumismo e pela busca constante por resultados, faz com que muitas pessoas passem a enxergar a oração como algo sem utilidade prática ou até mesmo como uma perda de tempo.
O Santo Padre observou que, em uma sociedade que espera da ciência e da tecnologia respostas para todas as questões da existência, cresce a tentação de considerar a oração apenas como um recurso psicológico voltado ao equilíbrio emocional, esquecendo sua verdadeira natureza de encontro com Deus.
Por isso, afirmou que é necessário redescobrir a oração em sua autenticidade, reconhecendo-a como uma dimensão essencial da vida humana e da experiência cristã.
Ao refletir sobre a Sacrosanctum Concilium, Leão XIV recordou que o Concílio Vaticano II recolocou a liturgia no centro da vida da Igreja, apresentando-a como o lugar privilegiado do encontro entre Deus e a humanidade. Segundo ele, é na liturgia que o próprio Senhor toma a iniciativa de vir ao encontro de seu povo por meio de Cristo.
O Papa também recordou as palavras de São Paulo VI na promulgação da Constituição conciliar, em 1963, quando definiu a liturgia como a primeira fonte da vida divina e a principal escola da vida espiritual dos cristãos.
Outro ponto destacado pelo Pontífice foi a importância da Liturgia das Horas, oração oficial da Igreja que acompanha os diferentes momentos do dia. Leão XIV manifestou o desejo de que essa tradição seja cada vez mais conhecida e vivida não apenas pelos sacerdotes e religiosos, mas também pelos leigos.
Segundo ele, rezar as Horas ajuda a santificar o tempo cotidiano: pela manhã, a oração desperta a gratidão; durante o dia, fortalece a fidelidade nas tarefas diárias; ao entardecer, convida ao louvor; e, à noite, entrega a vida nas mãos de Deus.
O Papa acrescentou que a Liturgia das Horas pode tornar-se uma verdadeira escola de oração, especialmente para aqueles que estão iniciando sua caminhada de fé, como os catecúmenos, oferecendo um caminho concreto para aprender a rezar com a própria Igreja.
Ao concluir sua catequese, Leão XIV reafirmou que a oração permanece indispensável para a vida cristã e convidou os fiéis a recolocarem Deus no centro de suas rotinas, permitindo que a liturgia inspire e sustente cada momento da vida.
Em um tempo em que tantas preocupações disputam nossa atenção, a Igreja recorda que a oração continua sendo o caminho privilegiado para encontrar Deus e renovar a esperança. É essa espiritualidade que a Rádio Aliança procura cultivar diariamente por meio de sua programação. Se você deseja colaborar para que essa missão continue chegando a milhares de famílias, faça parte do Clube Aliança e ajude a manter aceso este Farol de Esperança: https://clube.alianca.fm.br
Com informações de ACI Digital