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Em Assis, Papa desafia jovens a se tornarem “novos santos” e construtores da fraternidade

Durante encontro da juventude franciscana, Leão XIV convidou os participantes a seguir Cristo com coragem e a transformar o mundo pelo amor e pelo serviço

O Papa Leão XIV concluiu nesta quinta-feira (6) sua visita à cidade de Assis com um forte apelo à juventude: viver o Evangelho com radicalidade, tornando-se uma nova geração de santos capaz de construir uma sociedade baseada na fraternidade, e não na busca pelo poder.

A celebração aconteceu na Basílica de Santa Maria dos Anjos, diante da histórica Porciúncula, pequena capela intimamente ligada à conversão e à missão de São Francisco de Assis. Cerca de 2,5 mil jovens participaram da missa e do encontro internacional da Juventude Franciscana, realizado na Solenidade da Transfiguração do Senhor.

Inspirando-se tanto na festa litúrgica quanto no testemunho de São Francisco, o Pontífice afirmou que Assis continua sendo um lugar onde inúmeras pessoas descobrem que suas vidas podem ser transformadas pelo encontro com Cristo.

Segundo Leão XIV, foi naquele mesmo lugar que começou a transformação de Francisco e de Santa Clara, cuja resposta generosa ao Evangelho continua inspirando novas gerações a viverem uma fé autêntica e comprometida.

Ao meditar sobre o episódio da Transfiguração narrado nos Evangelhos, o Papa recordou que também os discípulos subiram o monte em busca de sentido e encontraram em Jesus a verdadeira direção para suas vidas. Da mesma forma, afirmou, os jovens de hoje são chamados a descobrir seu caminho permanecendo ao lado de Cristo.

O Santo Padre destacou ainda que os dias de convivência, oração e diálogo vividos durante o encontro demonstram que ninguém precisa enfrentar sozinho os desafios da existência. Para ele, a verdadeira experiência cristã nasce da capacidade de escutar, dialogar e caminhar em comunhão.

Leão XIV explicou que a missão da Igreja consiste justamente em conduzir as pessoas a esse encontro com Deus, ajudando cada cristão a discernir para quem viver e como viver.

Ao falar da espiritualidade franciscana, o Papa ressaltou que ela continua oferecendo uma resposta atual para um mundo marcado por divisões e conflitos. Segundo ele, o legado de São Francisco consiste em restaurar as relações rompidas pelo pecado, promovendo uma convivência fundada na paz, no respeito e no cuidado com toda a criação.

Foi nesse contexto que dirigiu aos jovens um dos principais desafios de sua homilia: tornar-se “novos santos” para o mundo de hoje.

Leão XIV afirmou que a Europa e toda a humanidade esperam uma juventude capaz de acreditar no Evangelho, viver a liberdade de Cristo e abraçar um estilo de vida marcado pela simplicidade, pela solidariedade e pela confiança em Deus.

O Pontífice também refletiu sobre o tema do encontro, intitulado “GO!”, interpretando-o como um verdadeiro envio missionário. Segundo ele, seguir Cristo significa colocar-se a caminho, muitas vezes sem mapas prontos, deixando-se conduzir pelo Espírito Santo para os lugares onde a dignidade humana é ameaçada.

Nesse sentido, convidou os participantes a irem ao encontro das periferias existenciais, onde a injustiça, a desigualdade e a cultura da dominação continuam ferindo milhões de pessoas.

O Papa advertiu ainda que a fidelidade ao Evangelho nem sempre será compreendida, podendo até provocar incompreensões dentro da própria família ou comunidade. No entanto, recordou que combater a injustiça e superar as divisões nunca significa abandonar as próprias raízes, mas purificá-las do medo, da violência e da lógica do poder.

Em suas palavras, o verdadeiro discípulo de Cristo aprende, como São Francisco e Santa Clara, a enxergar cada pessoa como um irmão ou irmã, chamado não a ser explorado ou dominado, mas acolhido e servido.

Na conclusão da celebração, Leão XIV incentivou os jovens a colocarem seus estudos, talentos, amizades, trabalho e oração a serviço daquilo que chamou de “civilização do amor”. Em seguida, rezou com os participantes a tradicional oração atribuída a São Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz”.

Após a missa, o Papa dirigiu-se à Porciúncula, onde permaneceu alguns minutos em oração silenciosa antes de retornar ao Vaticano, encerrando uma visita marcada por um forte convite à santidade, à missão e à esperança.

O chamado do Papa recorda que a santidade continua sendo uma vocação possível para os jovens de hoje. É essa esperança que a Rádio Aliança procura anunciar diariamente, ajudando homens e mulheres a encontrarem em Cristo o sentido de suas vidas. Se você deseja colaborar para que essa missão continue chegando a milhares de pessoas, faça parte do Clube Aliança e ajude a manter aceso este Farol de Esperança: https://clube.alianca.fm.br

Com informações de ACI Digital