02/06/2013

1Rs 8,41-43

Leitura do Primeiro Livro dos Reis

 

Naqueles dias, Salomão rezou no Templo, dizendo: “Senhor, pode acontecer que até um estrangeiro que não pertence a teu povo, Israel, escute falar de teu grande nome, de tua mão poderosa e do poder de teu braço. Se, por esse motivo, ele vier de uma terra distante, para rezar neste templo, Senhor, escuta então do céu onde moras e atende a todos os pedidos desse estrangeiro, pra que todos os povos da terra conheçam o teu nome e o respeitem, como faz o teu povo Israel, e para que saibam que o teu nome é invocado neste templo que eu construí”.

Salmo 116(117)

— Ide, vós, por este mundo afora e proclamai o Evangelho a todos!

— Ide, vós, por este mundo afora e proclamai o Evangelho a todos!

 

Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes,

povos todos, festejai-o!

 

Pois comprovado é seu amor para conosco,

para sempre ele é fiel!

Gl 1,1-2.6-10

Início da Carta de São Paulo aos Gálatas

 

Eu, Paulo, apóstolo – não por iniciativa humana, nem por intermédio de nenhum homem, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai que o ressuscitou dos mortos – e todos os irmãos que estão comigo, às Igreja da Galácia.

 

Admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o evangelho de Cristo.

 

Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado.

 

Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado.

 

Será que estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo.

Lc 7,1-10

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas

 

Naquele tempo, quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte.

 

O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.

 

Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto’!, ele o faz”.

 

Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”.

 

Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

 

Aspectos Principais

 

Jesus faz um milagre a favor de um pagão. A presença nele de uma fé límpida e profunda parece a Jesus um símbolo do novo curso que toma a história da salvação: o povo dos descendentes de Abraão é incrédulo; para encontrar a fé é preciso sair de Israel.

 

Com insistência Jesus sublinha a fé do centurião, comparando-a expressamente à de Israel. O Senhor não tem medo de comparar os recém-vindos com os filhos do reino. Muitas vezes o último a chegar é o que vê mais claro, conservando intacta a capacidade de admirar-se. O evangelho revela indicativos do trabalho da graça, que não conhece limites.

 

Muitas vezes estamos habituados com o cristianismo, temos necessidade das sacudidelas de quem, movido pela graça, o descobre a partir de outras posições. A fé é sempre novidade. Com Deus ninguém se pode habituar.

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