Papa celebra acordo entre EUA e Irã e faz novo apelo pela paz na Ucrânia
Leão XIV manifestou esperança de que o entendimento entre os dois países fortaleça a estabilidade no Oriente Médio e pediu orações pelo fim da guerra em território ucraniano

A busca pela paz esteve novamente no centro das palavras do Papa Leão XIV durante a Audiência Geral desta quarta-feira (17), na Praça São Pedro. Ao comentar acontecimentos internacionais recentes, o Pontífice expressou esperança diante do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã e renovou seu apelo pelo fim da guerra na Ucrânia.
Referindo-se ao chamado “Memorando de Islamabad”, que deverá ser assinado oficialmente em 19 de junho, Leão XIV manifestou satisfação pelo avanço diplomático alcançado entre as duas nações. Segundo ele, o entendimento representa um sinal positivo em um cenário internacional frequentemente marcado por tensões e conflitos.
O Papa destacou que o acordo é fruto de um longo processo de diálogo e negociação, agradecendo aos países que contribuíram para aproximar as partes envolvidas. Para o Santo Padre, iniciativas desse tipo demonstram que a diplomacia continua sendo um caminho possível para superar divergências e construir soluções duradouras.
Ao falar sobre o Oriente Médio, Leão XIV expressou o desejo de que o acordo não seja apenas um acontecimento isolado, mas um passo concreto em direção à confiança mútua entre os povos da região. Segundo ele, a estabilidade e a segurança só poderão ser alcançadas por meio da cooperação e do diálogo sincero.
O Pontífice já havia se manifestado sobre o tema nos dias anteriores, defendendo que os esforços internacionais sejam direcionados para a eliminação das armas nucleares e para a promoção do bem comum. Em sua visão, a paz verdadeira exige também respostas para os problemas sociais e econômicos que alimentam tantos conflitos ao redor do mundo.
Se o tom foi de esperança ao tratar do Oriente Médio, o mesmo não aconteceu ao falar sobre a Ucrânia. Com visível tristeza, Leão XIV lamentou a continuidade da guerra, que já dura mais de quatro anos e continua provocando sofrimento entre a população civil.
O Papa recordou os recentes ataques que atingiram Kiev e outras regiões do país, causando mortes, destruição e danos a importantes patrimônios religiosos e culturais. Entre os episódios mais graves está o incêndio que atingiu a Catedral da Dormição, um dos símbolos da fé cristã na capital ucraniana.
Ao recordar as vítimas, Leão XIV manifestou proximidade espiritual às famílias enlutadas, aos feridos e a todos aqueles que seguem trabalhando em meio aos perigos da guerra para socorrer e proteger a vida humana.
Diante desse cenário, o Pontífice dirigiu um novo apelo à comunidade internacional e aos fiéis do mundo inteiro. Ele pediu que a oração acompanhe os esforços pela paz e suplicou a Deus que abra caminhos de diálogo capazes de superar o ódio e a violência.
Para o Papa, a construção de uma paz justa e duradoura continua sendo uma das maiores urgências do mundo atual. E essa paz começa quando as nações escolhem o encontro em vez do confronto, e quando os corações se abrem à reconciliação em vez da vingança.
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Com informações de Vatican News