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Cristo, Rei da paz, nos convida a seguir seu caminho de mansidão

No Domingo de Ramos, Papa Leão XIV clama pela rejeição da violência e pela solidariedade com os crucificados de hoje

Neste Domingo de Ramos e da Paixão, que marca o início da Semana Santa com a celebração da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, o Papa Leão XIV dirigiu-se a cerca de 40 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro com um convite profundo: seguir Cristo, aquele que se apresenta como Rei da paz, luz do mundo que permanece firme na mansidão diante de uma violência que o rodeia.

A celebração iniciou-se com a bênção dos ramos pelo Pontífice e a proclamação do Evangelho que narra a entrada de Jesus em Jerusalém. Fiéis de diferentes origens carregavam ramos de diversas espécies, unidos pelo desejo comum de caminhar juntos pela mesma fé compartilhada. A procissão solene que se seguiu, acompanhada de cantos, recordou os judeus no tempo de Jesus, criando um momento de profunda comunhão espiritual.

Na homilia voltada para o mistério da Paixão, o Santo Padre recordou Jesus em diferentes circunstâncias: quando entrou em Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que convidava a exultar pela chegada do Messias, e quando foi carregado com os sofrimentos da humanidade, traspassado pelas nossas culpas. Em todo momento, Jesus “não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra. Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência”.

O Papa enfatizou que Jesus, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade. Com palavras que ecoaram a urgência do momento, Leão XIV proclamou: “Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra”. O Santo Padre recordou as palavras do profeta Isaías: “É que as vossas mãos estão cheias de sangue”.

Convidando os fiéis a olhar para Jesus crucificado, o Papa pediu que contemplassem os crucificados da humanidade: mulheres e homens feridos, sem esperança, doentes, sozinhos. Mas, sobretudo, que ouvissem o gemido de dor de todos aqueles oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra. “Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!”, exortou o Pontífice.

Ao final da homilia, o Papa Leão XIV confiou à Maria Santíssima, que está ao pé da cruz do Filho e chora também aos pés dos crucificados de hoje, um clamor inspirado nas palavras do Servo de Deus, o bispo italiano Tonino Bello, conhecido como “profeta da paz” e “bispo dos últimos”. Pediu à Mãe de Deus que nos dê a certeza de que a morte já não terá poder sobre nós, que os dias das injustiças estão contados, que os clarões das guerras se reduzem a luzes crepusculares, e que as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera.

Neste Domingo de Ramos, o convite do Papa Leão XIV ecoa em nossos corações: caminhemos com Jesus, sigamos seus passos, contemplemos sua paixão pela humanidade, seu coração que se parte, sua vida que se torna dom de amor. Que possamos ser instrumentos de paz em um mundo que clama por mansidão, solidariedade e esperança.

O Papa nos convida a seguir Cristo, Rei da paz. Você também pode ser um instrumento dessa paz no mundo, apoiando a missão da Rádio Aliança de levar esperança, oração e mensagens de fé a todos que buscam luz em tempos de escuridão. Torne-se um Membro do Clube Aliança e nos ajude a continuar sendo um Farol de Esperança pelo ar. Saiba mais em: https://clube.alianca.fm.br

Com informações de Vatican News