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Papa recorda que a Igreja caminha rumo à eternidade e não pode perder de vista o Céu

Na catequese desta quarta-feira, Leão XIV refletiu sobre a dimensão escatológica da Igreja e alertou para o risco de reduzir a missão cristã apenas às realidades terrenas

O Papa Leão XIV retomou nesta quarta-feira (6) o ciclo de catequeses dedicado aos documentos do Concílio Vaticano II, aprofundando desta vez um tema frequentemente pouco lembrado na vida cristã: a dimensão escatológica da Igreja.

Inspirando-se no capítulo VII da Constituição Dogmática Lumen Gentium, o Pontífice destacou que a Igreja existe voltada para um destino maior, a pátria celeste. Segundo ele, compreender essa realidade é essencial para entender corretamente a missão da comunidade cristã no mundo.

Leão XIV observou que, muitas vezes, a vida da Igreja acaba sendo analisada apenas a partir de suas estruturas, atividades e desafios imediatos, enquanto sua vocação última — conduzir a humanidade ao encontro definitivo com Deus — acaba sendo deixada em segundo plano.

Para o Papa, é justamente essa esperança no Reino definitivo que ilumina o agir da Igreja na história. Embora viva no tempo presente, ela não encontra sua plenitude neste mundo, mas no Reino de Deus que se realizará plenamente no fim dos tempos.

Ao refletir sobre essa missão, o Pontífice recordou que a Igreja é chamada a denunciar tudo aquilo que fere a dignidade humana e impede a vida de florescer. Nesse sentido, destacou a necessidade de tomar posição em favor dos pobres, das vítimas da violência, da guerra e de todos os que sofrem.

Leão XIV explicou ainda que a Igreja não anuncia a si mesma, mas aponta continuamente para Cristo e para a salvação oferecida por Ele. Por isso, tudo o que existe na vida eclesial deve estar a serviço do Evangelho e do Reino de justiça, amor e paz.

Outro aspecto destacado na catequese foi a necessidade permanente de conversão e renovação dentro da própria Igreja. O Papa lembrou que nenhuma instituição humana pode ser absolutizada, já que todas carregam as limitações próprias da história e do tempo.

Por isso, afirmou, as estruturas eclesiais precisam estar em constante renovação, buscando corresponder de maneira cada vez mais fiel à missão recebida de Cristo. Essa reforma contínua não significa abandonar a tradição, mas permitir que ela permaneça viva e fecunda.

A catequese também abordou a comunhão entre os cristãos que vivem na terra e aqueles que já partiram para a eternidade. Recordando o ensinamento da Lumen Gentium, o Papa afirmou que todos formam uma única Igreja, unida em Cristo.

Segundo Leão XIV, quando os fiéis rezam pelos falecidos ou se inspiram na vida dos santos, fortalecem sua própria caminhada de fé e renovam a esperança no destino eterno preparado por Deus.

Ao concluir, o Pontífice convidou os cristãos a recuperarem o olhar voltado para o Céu, sem se afastarem das responsabilidades do presente, mas vivendo tudo à luz da eternidade e da esperança cristã.

Em meio às preocupações do dia a dia, a Igreja nos recorda que nossa vida tem um horizonte eterno. E levar essa mensagem de esperança ao coração das pessoas também é missão da Rádio Aliança.

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Com informações de Vatican News