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Bispos do Brasil se reúnem em Aparecida sob o signo da comunhão e da missão

62ª Assembleia Geral da CNBB abre com homenagem ao Papa Francisco e reafirmação de solidariedade ao Papa Leão XIV

Nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), tornou-se cenário de um momento significativo para a Igreja no Brasil. A 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu suas portas com a presença da presidência completa da conferência, do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, do arcebispo nomeado, Dom Mário Antônio da Silva, e do núncio apostólico do Brasil, Dom Giambattista Diquattro. O evento, que havia sido cancelado em 2025, retorna agora como expressão viva da colegialidade e da missão evangelizadora da Igreja brasileira.

O Cardeal Dom Jaime Spengler, presidente da CNBB, abriu a cerimônia com palavras de gratidão pela acolhida no Santuário Nacional e pelo trabalho de preparação realizado. Mas seu discurso foi marcado por um momento de profunda reverência: recordou o finado Papa Francisco, cujo legado permanece vivo no coração da Igreja. “Creio que o último documento publicado é uma espécie de síntese ou de base de todos os documentos de seu pontificado”, afirmou o Cardeal, reconhecendo a importância das exortações apostólicas e documentos que Francisco deixou como herança espiritual. Um minuto de silêncio e oração foi observado em sua memória, gesto que tocou profundamente todos os presentes.

Mas o Cardeal Spengler não se deteve apenas no passado. Ele reiterou com clareza a solidariedade e comunhão de toda a conferência ao Papa Leão XIV diante do momento complexo da geopolítica internacional. “Nesse contexto, vale recordar o que ele mesmo disse nesses dias: a Igreja não faz política, ela anuncia o Evangelho”, proclamou o presidente da CNBB, reafirmando a identidade profética da Igreja como portadora da Palavra de Salvação, acima de qualquer cálculo político ou interesse terreno.

Dom Giambattista Diquattro, representante da Santa Sé no Brasil, também dirigiu-se à plenária de abertura com palavras de esperança e missão. “Que esta assembleia seja uma aurora de comunhão e de coragem missionária, na escuta e na colegialidade para que a Palavra da Salvação chegue a todos os lugares da nossa amada nação”, pediu o núncio, invocando a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, para que os trabalhos da assembleia frutifiquem em graça e conversão.

Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, deu as boas-vindas a todos os presentes com palavras que capturaram o espírito do encontro. “Todos somos peregrinos aqui sob a intercessão e proteção da Mãe Aparecida. Este Centro de Eventos é um cenáculo e esta Assembleia verdadeiramente é um pentecostes. Façamos a experiência da sinodalidade”, disse, convidando os bispos a viverem a comunhão colegial que caracteriza a Igreja em sua forma mais autêntica.

Dom Mário Antônio da Silva, que sucederá Dom Orlando no governo pastoral da arquidiocese a partir de 2 de maio, proferiu um discurso tocante sobre a vida e o ministério de seu predecessor. Recordou a importância de Dom Orlando para a Igreja, destacando três aspectos fundamentais: seu amor pela Sagrada Escritura, sua esperança inabalável, especialmente durante a pandemia da Covid-19, e sua proximidade genuína com os fiéis. “Sua simplicidade de vida, sua comunicação forte e compreensível e seu amor pela mãe Aparecida sempre invocaram nossos corações. Aprendemos muitas lições com o Orlando que sempre nos incentiva a frequentar a Escola de Maria”, acrescentou Dom Mário, reconhecendo o legado espiritual deixado pelo arcebispo que se despede.

O Papa Leão XIV, embora fisicamente distante, fez-se presente através de uma mensagem enviada aos bispos brasileiros. O texto, lido pelo subsecretário adjunto geral da CNBB, padre Leandro Megeto, durante a cerimônia, expressava a proximidade do Santo Padre ao episcopado e enfatizava seu apelo pela paz — mensagem que ressoa com particular urgência neste momento de tensões geopolíticas.

A 62ª Assembleia Geral da CNBB representa, assim, um momento de encontro, reflexão e renovação do compromisso missionário da Igreja brasileira. Sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, os bispos se reúnem para discernir os caminhos da evangelização, fortalecer a comunhão colegial e responder aos desafios do mundo contemporâneo com a luz do Evangelho. É um pentecostes que se renova, um cenáculo onde o Espírito Santo continua a guiar a Igreja em sua missão de levar esperança e salvação a todos os filhos e filhas do Brasil.

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Com informações de Canção Nova