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Igreja terá 11 novos beatos, mártires do nazismo e do comunismo, e 4 novos veneráveis

Papa Leão XIV autoriza decretos que reconhecem o martírio de sacerdotes poloneses e tchecoslovacos. Entre os novos veneráveis, está o padre Angelo Angioni, missionário italiano que viveu e morreu no Brasil.

O Vaticano anunciou, nesta sexta-feira (24), que a Igreja terá onze novos beatos e quatro novos veneráveis. Durante uma audiência com o prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, o papa Leão XIV autorizou a promulgação dos decretos que reconhecem o martírio e as virtudes heroicas de 15 servos de Deus.

Os futuros beatos são onze sacerdotes que deram a vida por ódio à fé durante os regimes totalitários do século XX. Nove deles são salesianos poloneses (Jan Świerc e companheiros), mortos nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau entre 1941 e 1942. Eles foram presos e torturados simplesmente por serem sacerdotes católicos, mas, mesmo em meio às condições desumanas, continuaram a oferecer conforto espiritual aos outros prisioneiros, permanecendo fiéis à sua vocação até o fim.

Os outros dois mártires são os padres Jan Bula e Václav Drbola, da antiga Tchecoslováquia. Considerados perigosos pelo regime comunista por seu zelo pastoral, eles foram vítimas de uma conspiração, presos, torturados e condenados à morte em julgamentos de fachada em 1951 e 1952. Suas cartas, escritas antes da execução, testemunham a fé e o abandono confiante à vontade de Deus.

Além dos mártires, o Papa reconheceu as virtudes heroicas de quatro novos veneráveis. Entre eles, destaca-se o padre Angelo Angioni, um sacerdote italiano que viveu grande parte de seu ministério no Brasil. Enviado como missionário fidei donum para São José do Rio Preto (SP), ele fundou o Instituto Missionário do Imaculado Coração de Maria e dedicou sua vida à pastoral e a obras sociais e educacionais. Faleceu em 2008, deixando um grande legado de santidade.

Os outros novos veneráveis são a monja cisterciense espanhola Maria Evangelista Quintero Malfaz (século XVII), conhecida por sua profunda vida mística; o sacerdote dominicano espanhol José Merino Andrés (século XX), grande missionário e formador de religiosos; e o frade carmelita italiano Joaquim da Rainha da Paz (século XX), que viveu como eremita e guardião de um santuário mariano.

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Com informações de Vatican News