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Papa Francisco destaca a fraternidade como caminho para a paz

Em encontro sobre Fraternidade Humana, o Pontífice reforça a necessidade de compaixão e reconhecimento mútuo para superar conflitos.

Na manhã de sábado, 11 de maio de 2024, o Papa Francisco recebeu participantes do Encontro Mundial sobre a Fraternidade Humana, um evento inspirado na Encíclica Fratelli tutti, que visa promover os princípios de fraternidade e solidariedade humana. Durante o encontro, o Papa expressou: “Em um planeta em chamas, vocês se reuniram para reafirmar seu ‘não’ à guerra e seu ‘sim’ à paz, dando testemunho da humanidade que nos une e nos faz reconhecer irmãos, na dádiva mútua de nossas respectivas diferenças culturais”.

Citando Martin Luther King, que lamentava a dificuldade da humanidade em “aprender a simples arte de viver juntos como irmãos”, o Papa Francisco questionou como podemos promover uma convivência verdadeiramente humana. Ele sugeriu a compaixão como a chave para alcançar esse objetivo, inspirando-se na parábola do Bom Samaritano, onde um homem é movido pela compaixão a ajudar outro de cultura diferente.

O Papa enfatizou a importância de construir políticas que respeitem a dignidade humana e sejam fundamentadas na fraternidade, que “tem algo de positivo a oferecer à liberdade e à igualdade”. Ele apreciou os esforços dos participantes em elaborar propostas para a sociedade civil e mencionou a criação de uma “Carta do Humano”, que incluiria direitos, comportamentos e razões práticas que nos tornam mais humanos.

Agradecendo a presença de laureados com o Prêmio Nobel, o Papa encorajou a continuação do trabalho para promover uma “gramática da humanidade”, essencial para guiar escolhas e comportamentos. Ele reiterou que a guerra é um engano e uma derrota, e que a verdadeira segurança internacional não pode ser baseada na dissuasão pelo medo. “Para garantir uma paz duradoura, precisamos voltar ao reconhecimento da humanidade comum e colocar a fraternidade no centro da vida das pessoas”, afirmou Francisco.

Concluindo, o Papa destacou que a paz política requer paz nos corações e um compromisso com a vida que supere todas as formas de morte. Ele lembrou do encontro com jovens no Vaticano, sugerindo que todos aprendam com eles, conforme ensina o Evangelho: “se ‘não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus’ (Mt 18,3)”.

Com informações do Vatican News e Canção Nova

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