Papa Francisco alerta sobre a existência do mal e a importância da unidade na Igreja
Em encontro com a comunidade católica Siro-malabar, o Pontífice enfatiza a obediência e a comunhão como fundamentais para evitar divisões.
Hoje, 13 de maio, o Papa Francisco recebeu representantes da comunidade católica Siro-malabar em Roma, onde reiterou a realidade do mal e seu papel na criação de divisões dentro da Igreja. Ele advertiu que “onde há desobediência, há cisma”, ressaltando a necessidade de manter a unidade e a obediência ao sucessor de Pedro.
A Igreja Siro-malabar, a maior Igreja Católica de rito oriental na Índia, e uma entre mais de vinte ritos orientais em comunhão com o Papa, recentemente viu a eleição de Mons. Raphael Thattil como Arcebispo maior de Ernakulam-Angamaly. Esta eleição ocorreu em meio a controvérsias sobre a uniformização da liturgia, destacando a importância da comunhão e do diálogo.
O Papa Francisco enfatizou que as tradições orientais são “tesouros indispensáveis na Igreja” e alertou contra a autorreferencialidade, que prejudica o bem comum da Igreja. Ele mencionou o perigo do mal, “o divisor”, em frustrar o desejo de unidade expresso por Jesus. Preservar essa unidade, segundo o Papa, é um dever, especialmente para os sacerdotes que prometeram obediência e dos quais se espera um exemplo de caridade e mansidão.
Francisco instou a comunidade a trabalhar para manter a comunhão e a orar para que aqueles tentados pela mundanidade reconheçam sua parte em uma família maior. Ele destacou a necessidade de “confrontação e discussão sem medo”, buscando a luz do Espírito Santo para harmonizar diferenças e unir tensões.
O Papa criticou a disputa sobre detalhes litúrgicos, lembrando que atitudes como orgulho, recriminações e inveja não vêm do Senhor e não conduzem à concórdia e paz. Ele reforçou que a comunhão, guiada pelo Espírito Santo, é o critério orientador para a adesão à unidade.
Além disso, Francisco encorajou a comunidade a não se deixar abater pelo desânimo ou pela sensação de impotência, lembrando que a resposta cristã ao mal é fazer o bem e trabalhar incansavelmente pelo bem de todos. Ele agradeceu o compromisso da Igreja Siro-malabar na formação familiar, catequese, trabalho pastoral com jovens e vocações, concluindo com um olhar para Jesus, “que nos ama e nos faz um”.
Com informações de ACI Prensa e Vatican News
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