“Sinto a bênção da fragilidade”: Papa Francisco agradece apoio em mensagem do Angelus
Internado no Hospital Gemelli, o Pontífice compartilha reflexões sobre o Evangelho e reza pela paz, sentindo-se "carregado" pelas orações do Povo de Deus.
Mesmo internado no Hospital Gemelli, em Roma, desde 14 de fevereiro, o Papa Francisco fez questão de se conectar com os fiéis neste domingo, 2 de março. A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto do Angelus escrito pelo Pontífice, no qual ele expressa sua gratidão pelo apoio recebido e compartilha reflexões inspiradas no Evangelho do dia.
“Sinto no coração a ‘bênção’ que se esconde na fragilidade, porque justamente nestes momentos aprendemos ainda mais a confiar no Senhor”, escreve o Papa. Ele agradece a Deus pela oportunidade de compartilhar, no corpo e no espírito, a condição de tantas pessoas doentes e sofredoras. Francisco estende sua gratidão à equipe médica que o acompanha e aos fiéis de todo o mundo, que têm elevado orações por sua recuperação: “sinto todo o carinho e a proximidade de vocês e, neste momento particular, sinto-me como que ‘carregado’ e apoiado por todo o Povo de Deus”.
Refletindo sobre o Evangelho deste domingo (Lc 6,39-45), o Papa destaca como Jesus usou os sentidos da visão e do paladar para ensinar sobre a importância das relações interpessoais. Sobre a visão, Francisco lembra o convite de Jesus para “treinar os olhos para observar bem o mundo e julgar o próximo com caridade”. Ele enfatiza que a correção fraterna só é uma virtude quando feita com um olhar de cuidado, e não de condenação.
Quanto ao paladar, o Papa recorda que “toda árvore é reconhecida pelos seus frutos” (v. 44), e que as palavras são os frutos do homem. “Os frutos ruins são as palavras violentas, falsas, vulgares; aqueles bons são as palavras justas e honestas que dão sabor aos nossos diálogos”, escreve. Francisco convida a uma autoavaliação: “Como eu olho as outras pessoas, que são meus irmãos e irmãs? E como me sinto visto por eles? As minhas palavras têm um sabor bom ou estão impregnadas de amargura e de vaidade?”.
Ao final do texto, o Papa, confiante na intercessão de Maria, renova suas preces pela paz, mencionando as guerras que assolam diversas partes do mundo, como Ucrânia, Palestina, Israel, Líbano, Mianmar, Sudão e Kivu. Ele observa que, de dentro de um hospital, a guerra parece “ainda mais absurda”.
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Com informações de Vatican News